- E lá vem ele! - Corre, pega ele vai derrubar!
Tão pequenino, travesso feito criança. As quatro patas mais desajeitadas que já vi. Parecia que era grande demais pra caber naquele corpinho cheio de pelos e negro feito a noite. De repente a bolinha de pelos virou um monstrinho enorme que de tão doce parecia muito pequeno pra caber em toda aquela robustez. Mas era assim que deveria ser, Borão era o dono do pedaço. Naquele quintal só entrava depois da sua célebre autorização. Afinal, para isso que servem os cães ferozes. Oras, precisam fazer juz à placa amarela do portão onde lê-se: CÃO BRAVO.
Será que eles são apenas isso? Sim, ele protegeu porque AMIGOS se protegem. Porém, perguntem a quem sorria com suas trapalhadas, à quem recebia seu carinho molhado de língua, a quem sorriu depois do latido na hora errada, a quem quando sozinho olhava e lá esta ele, a quem via amor naqueles olhos preguiçosos... Eles lhe dirão que ele não era apenas um cão de guarda era um amigo fiel.
Áquele que sem falar uma palavra conquistou, àquele que sem nunca ter abraçado aqueceu, protegeu e foi fiel o mais sincero e dolorido até logo...
In Memória: Boris

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